CURIOSIDADES A RESPEITO DO CASAMENTO.

CULTURA CELTA    
28 de julho de 2017

Um rápido olhar para a história, nos mostra que tanto entre os humanos, quanto também entre os demais seres vivos, existem as mais variadas maneiras de se relacionarem entre si. Existem espécies animais entre as quais prevalece a monogamia e a fidelidade, já entre outras espécies, prevalece a poligamia e não existe nenhuma preocupação com a fidelidade e sim, tão somente com a procriação e a perpetuação da espécie.

Entre os seres humanos, não é muito diferente. Comecemos pela tradição celta. A sociedade celta era semi-patriarcal. O povo era dividido em tribos que tinham o seu rei, o seu druida e esse povo tinha suas crenças religiosas ligadas à natureza, à Mãe Terra.

As mulheres eram vistas como aspectos vivos da criação, porque vivenciavam todos os meses o ciclo menstrual , que para eles representava o processo da vida, morte e renascimento, além do poder de gerar vidas. DERGFLAITH  era um dos nomes célticos dado á menstruação, e significava “soberania vermelha”. O vermelho representava também poder e vida. A menstruação tinha conotação de sagrado, porque acreditavam que nesse período a mulher estava ancorada, enraizada na Mãe Terra. Esse era um período marcado pelo isolamento e pela reflexão à respeito dos problemas da tribo.

Outro aspecto importante é que acreditava-se que a mulher tinha um poder mágico e que representava a Deusa que era capaz de conceder grandes poderes aos reis e heróis.

Dentro da sociedade celta, a mulher dominava a religião. Podia ser uma guerreira, bem como, também podia escolher seu parceiro. Quando ela se casava, trazia para o casamento os seus bens e se eles fossem superiores aos do marido, ela se tornava chefe do casal. No casamento o amor está cima de tudo. Era visto como um contrato e podia ser rompido a qualquer momento, pois existia o divórcio. São aspectos interessantes para uma época tão distante ( 1.800 a 1.500 AC) porque em realidade, a mulher celta era tudo o que a mulher do século XXI busca ser.

Ao longo da história da humanidade, o significado do casamento vem mudando, de acordo com as idéias e conclusões tomadas pela sociedade. A idéia de se juntar a outra pessoa, estabelecendo assim uma relação de compromisso, surgiu, historicamente falando, na Europa,  no início do ano 1000 D.C. Mas, naquela época o matrimônio não era nada parecido com o que vemos na sociedade atual. Antigamente, a mulher não podia opinar em nada do que seria feito na cerimônia  que acontecia em ambiente familiar,  ou seja, um evento bem simples  e muito menos em quem seria seu noivo. Então, a instituição do casamento funcionava muito mais como uma troca de favores entre as famílias do noivo e da noiva. Já que a família do homem deveria oferecer um dote em troca da mulher com quem iria se casar. As uniões entre homens e mulheres eram essencialmente políticas e sociais e decidida pelos pais. Assim, as mães escolhiam as esposas dos filhos, ou os maridos das filhas, sempre nos mesmos grupos clássicos, afim de salvaguardar essa paz. Era o que nós chamamos de “casamento arranjado”.

Na idade média o matrimônio passou a ser moldado pelo cristianismo e inserido na sociedade. Alguns dos costumes pregados até hoje, são sobre a questão de que, o casamento deve ser mantido “na saúde, na doença, na riqueza e na pobreza e sobre o sentido de pureza que essa instituição carrega. Mas, o que difere o casamento daquela época com a atual, seria  a de que na idade média não se acreditava que o amor seria o que deveria regar um casamento, e sim os interesses familiares. Somente ao final da idade média, no século XII o amor começou a ser considerado como o papel primordial para se escolher um parceiro ou uma parceira para o resto da vida, com muita influência do que dizia a igreja católica sobre o casamento. “O casamento por amor” ou laços de afinidade, era considerado altamente subversivo, sinônima de morte e de ruina política das famílias.

Hoje a realidade é outra, tanto é que o amor é visto como o que rege o casamento – e isso aconteceu por influência da doutrina cristã entre os séculos V e XV.

Esse movimento teve força também, a partir do renascimento, quando os pensadores começaram a demonstrar que o sentimento deveria prevalecer aos interesses. Nada melhor do que um sentimento tão bonito e engrandecedor como o amor para nos fazer ficar com alguém para o resto da vida.

Mas o ponto alto para essa mudança social foi quando, no século XIX, a rainha Vitória da Inglaterra, escolheu sozinha seu próprio marido e adotou elementos na cerimônia que caracterizam os casamentos de hoje, como utilização da marcha nupcial para a entrada da noiva. A partir daí, as mulheres começaram a ter mais poder em suas decisões, principalmente na época da revolução industrial, quando elas saíram de suas casas para trabalhar, tendo mais autonomia. Hoje em dia, são as mulheres que planejam praticamente todo o casamento, desde a cerimônia até a festa.

Cada país e cada tradição cultivam até nossos dias seus próprios costumes. Vejamos algumas dessas peculiaridades culturais:

De acordo com a tradição hindu,  a chuva no dia do casamento é considerada como sinal de sorte para o casal. Na Alemanha, a noiva transporta pão e sal no seu bolso para assegurar recompensa enquanto que o noivo transporta grãos de cereais, para dar saúde e sorte. A tradição das “damas de honra” vem do tempo dos romanos. Elas são consideradas pelos romanos uma proteção para a noiva por se vestirem de forma semelhante. A tradição do bolo de casamento remonta à Antiga Roma, onde, na cerimônia de casamento se partia um pedaço de pão sobre a cabeça da noiva para o bem da fertilidade. O véu da noiva é uma tradição de gregos e romanos. Eles acreditavam que o véu protegia as mulheres dos maus espíritos. A noiva ficar do lado esquerdo do homem na hora da celebração é uma tradição anglo-saxônica. Acreditava-se que ele precisava da mão direita para lutar contra seus concorrentes. Os primeiros padrinhos eram guerreiros, normalmente amigos do noivo e tinham o dever de defender a noiva de possíveis raptores. As alianças são usadas no quarto dedo, porque no Egito acreditava-se que nesse dedo passa a veia que está ligada diretamente ao coração.

Concluindo, podemos dizer que, ao falarmos de casamento, houve um retrocesso no decorrer da história. Se olhamos para a cultura celta e as outras culturas que foram se estabelecendo a partir do ano 1000 DC, vemos que o sentido original da união entre duas pessoas foi se deteriorando no transcorrer da história. O poder econômico, politico e religioso, passaram a falar mais alto do que o AMOR ENTRE DUAS PESSOAS.

Fácil é pregar o amor, difícil é vive-lo. Para quem, como nós, está diariamente envolvido com a temática do casamento, esse é um fato muito preocupante. Além do poder econômico, e político,  o poder religioso tem uma influência muito grande sobre as pessoas, quando pensamos em casamento. O “casamento arranjado” ainda está muito presente. Nós somos categóricos em afirmar que em qualquer situação, especialmente em se tratando de casamento, O AMOR É A LEI MAIOR. É preciso, mais do que nunca, construir pontes, ao invés de muros. Costumo dizer sempre, que o amor é o único poder capaz de transformar o mundo. Por isso, diante do amor, toda e qualquer discussão relacionada às posições sociais, às convicções religiosas e à questão de gênero, torna-se secundária, quando deixamos o amor falar.

CELEBRANTE e MASTER COACH WALDDIR HUMBERTO SCHUBERT

CELEBRANTE E LIFE COACH NADIR ROSA CESARINO

 

 

 

 

 

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